sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
meus olhos ardendo, minha cabeça estourando
estou prestes a desistir de tudo, mas o desistir de tudo sempre esteve presente em mim
continuei
prossegui
perseverança
objetivo
lugar nenhum
haha
por que o infinito é sempre um lugar imaginado?
por que o nosso tempo é sempre um contexto nunca inatingível?
as nossas metas estão sempre a caminho, e nossos avanços estão sempre estagnados
DEPOSITO AQUI MINHAS INTERROGAÇÕES!
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Ampulheta
vejo aquela areia branca descer a toda velocidade
imagino se quando a areia acabar de descer algo incrível possa acontecer
uma catástrofe, um nascimento, uma morte, um desaparecimento.ou apenas um beijo e um tapinha nas costas de misericórdia
essa areia é engraçada . fico imaginando se não é cocaína, ou açúcar, ou adoçante, dá vontade de desmontá-la e matar a curiosidade. a areia flui com rapidez . minhas idéias não . sou excessivo em questionamentos e sentimentos
porém limitado em colocar pra fora essas indagações. pontos finais virgulas, acentos... espaços
tudo
fora
do
seu
lugar
a muito tempo a areia já parou de cair, nada aconteceu
muita coisa aconteceu
tudo aconteceu . mas ainda está muita coisa pra acontecer . viro a ampulheta novamente .
ela merece ficar de um lado pro outro feito uma trapezista . ampulheta trapezista, ampulheta artista
minha ampulheta é poeta, minha ampulheta é artista de circo
mas eu quem a comando
deixa eu ver quanto tempo demora pra toda a areia cair . . . (exatamente 1min e 30seg)
1 minuto e trinta segundos de silêncio
1 minuto e trinta segundos de melancolia
1 minuto e trinta segundos de solidão
1 minuto e trinta segundos de lágrimas salgadas escorrendo - lagrimas salgadas fluindo vagarosamente - lágrimas salgadas companheiras dos pequenos grãos de areia,,casal perfeito .
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
um junkie
os bolsos dele estão vazios, o casaco está imundo, a pele está pálida, o cabelo um nojo,
mas ele não dá a miníma...
ele deve uma quantia considerável a um agiota, se não devolver ao amanhecer o dia levará um tiro na cabeça,
ele encontra-se em um quarto escurecido, esfumaçado, fedorento e cheio de insetos,
mas ele não dá a miníma...
um gordo adentra o recinto, ele está ensanguentado... com o próprio coração nas mãos...
é uma carta que tinha acabado de receber da sua amada, um ADEUS, "nunca mais te verei"
o gordo senta, respira e pede um pouco. o junkie nega. ele tem o coração ferido por uma arma...
a arma da indiferença.
a arma da incerteza.
ele não terá mais seu coração ferido por essa arma...
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
sob efeito
esquizofrênico poeta do submundo
maltrapilho acabado pela vida
sensível sonhador de sarjetas
pasmo admirador da lua
generoso filho de uma mãe ausente
sou mais um na esfera louca da humanidade imunda
sou o reflexo no espelho apodrecido de iluminação
olá canção que me hipnotiza, sou essa canção e serei um defunto mais tarde
sou um fardo, um apodrecido, uma criança feliz
iluminação, assombração
caminho
caminho, siga teu caminho em paz e não me pergunte NADA.
domingo, 15 de janeiro de 2012
cigarros e lobotomia
me faz querer a lobotomia e a lavagem cerebral amorosa
quero me perder em cada vão momento
quero me encontrar em doces lábios e suaves melodias
quero me desfazer dos cabelos compridos que outrora me destinaram a ser o que eu não deveria ser
deveria perder-me porém encontro-me aqui, achado, amado, querido, sentido, e confuso
o doce e amargo vinho toca minha garganta , raga meu interior e me faz novamente embriagado
a leitura me vem como um alívio, um sufoco, um desperdício, um grito de socorro, um sei lá o que ...
pego tua cintura fina, toda a tua doçura em palavras rudes, o seu olhar míope, seu cabelo colorido e a certeza de que não te terei mais ...
sinto o amargo sabor da derrota e o estranho sabor da insegurança,o desejo do anseio, o querer estar perto
você minha amada distante, de promessas inseguras, te quero para poder satisfazer-me
segure minhas mãos...diga que me ama, diga que me queres, e morra. morra para se mesma. e me faça morrer para vocÊ.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
?::?
[A VONTADE, à VONTADE, A VÉSPERA] A minha paranoia, a sua certeza, a sua frieza, seu desejo de morte, meu suicídio interior, a minha incerteza agora transformada em certeza, as visceras, meu suor, meu tremor, seu natural, seu olhar agonizante, as luzes que cegam...
.
as páginas rasgadas, queimadas, apagadas, emboloradas...
o bafo de cachaça, o cheiro de boêmia, a doença da alma...
as imagens repetidas, os sentimentos repetidos, os sinais repetidos, os olhares desviados,
as mãos que não se tocam mais , FODA-SE ,
.
Te quero longe, mas quero você por perto, sempre, NUNCA.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Música, violão, absinto e paixão

sexta-feira, 30 de setembro de 2011
A doença da alma.

**
Uma folha de papel em branco
Um poema na cabeça
Mãos tremulas e impossibilitadas de escrever
Noites mal dormidas, cervejas, poeira, cansaço, andança e escuridão
A cabeça pesa, o ombro pesa o fardo a se carregar é grande {o fardo é a vida}
O caminho a se percorrer é longo, temos que ir andando
O desejo é forte, a criatividade é pouca, o assunto é escasso
O sentimento é sincero, a palavra é doce, o beijo é quente
Músicas que ecoam distantes, danças, nuvens, sorrisos, palpitações
Batimentos cardíacos acelerados, a dúvida, o interesse e a esperança
Há esperança...
Os bons costumes, os maus hábitos, a real necessidade, a vontade
Indiferença, crença, doença
A doença da alma. A ilusão.
**
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
OH. I just died in your arms tonight.

terça-feira, 30 de agosto de 2011
OVERDOSE DE EMOÇÕES II
A doce loucura latente que emana em meu peito está simplesmente perto de me tornar aquilo que não sou.
A magoa que ferve e a tortura que me castiga, o amor estagnado ou talvez inexistente.
Tenho vivido dias em que meu cérebro parece ser apenas uma massa sem função.
Meu órgão que bombeia sangue também bombeia emoções estúpidas e necessárias à minha sobrevivência.
Não me preocupo com as regras talvez elas não devam ser levadas a sério, talvez o meu tumor maligno do amar demais decaia o meu SER e me transforme numa pessoa desagradável. Quero me preocupar com as emoções mas elas parecem não se preocupar comigo.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Apenas devaneios.

quarta-feira, 20 de julho de 2011
Aquele sobre amor

segunda-feira, 18 de julho de 2011
good times bad times
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Sobre escrever,
quinta-feira, 23 de junho de 2011
libertei
quarta-feira, 15 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Hoje eu vou escrever não para a mulher que me atormenta...
Mas sim para mim mesmo, para os meus caros amigos com corações dilacerados.
Meus pobres familiares com as botas sujas de lama.
Para os desconhecidos que talvez um dia irão me conhecer e me detestar.
Para as aves que cantam de manhã, para os cachorros que latem quando eu passo de moto.
Para os artistas que me fazem sentir alegria quando eu aprecio suas canções.
Não vou cantar para ti, oh doce ruína, que me despedaça em três. Em ti deposito minha indiferença. Em ti deposito o meu amor estagnado. Minha fé inexistente. Meu autocontrole assustador. Meu susto fora do controle.
Aqui estou eu falando de amor novamente, gaguejando e desejando os lábios teus.
Aqui estou eu novamente incendiando um prédio lotado de emoções, viajando em non-senses.
Aqui estou eu escrevendo para a mulher que me atormenta ...
sábado, 28 de maio de 2011
