terça-feira, 17 de novembro de 2009

Para ser um idiota

imagem: http://umpontoazul.files.wordpress.com/2007/09/duvida.jpg

Ando por ruas que eu sei o nome, mas eu faço questão de não saber. Pra quê ? Quero suavizar as dores, tomar analgésicos e tudo mais que faça meu corpo ficar entorpecido. Nada além da entorpecência da alma pra me deixar feliz.
Quero dirigir minha própria consciência, essa estando cambaleando entre os meios fios. Mesmo que ela (minha consciência) esteja numa paranóia profunda! Suavizando minha embriaguez para que os outros percebam que é só isso que me deixa inspirado.
Sinto o desespero de quem cambaleia entre a cozinha e o quarto, tentando não fazer barulho, limpando o vômito e declamando poesias que não existem, mas que você se sente obrigado a fazê-las existirem.
Choro suavemente, quase sem som, mas pode-se ouvir meu pranto, esse sendo como uma lâmina cega que corta lentamente. t5
É inevitável o sentimento de amargura quando se ouve músicas lentas e com solos de guitarras em tons pentatônicos. É triste porém é inevitável VIVER.
Apenas se sente, se ouve, se lembra, se treme, se observa, e se ignora.

9 comentários:

Alleson Sullivan disse...

DEsabafo bem realista cara.
texto foda, mas nao consigo entender como voce consegue ficar "feliz" estando entorpecido, ja que entorpecido é sinônimo de: desligado,voando, no mundo da lua, creio eu que isto é uma felicidade questionavel, ja que voce nao esta em sua sã capacidade mental.

escalas pentatonicas sao bem heavy joaquim.


Peace, love and empathy.

Gutor disse...

Concordo em parte com Alleson.
É uma uma felicidade questionável, pois não se está totalmente consciente. Mas por outro lado, as pessoas mais felizes são as que não têm muito conhecimento do mundo. A ignorância dá felicidade, pois os olhos dos ignorantes não estão abertos para as mazelas do mundo.

Quando se está embriagado, nossos olhos tb se fecham para algumas coisas e então damos mais atenção às emoções naquele instante, acho que por isso temos a sensação de estarmos mais felizes.

vixe viajei, velho...

o texto tá muito massa

Peace, Love and Empathy!

Alleson Sullivan disse...

Rapaz, Gutemba.
Ainda nao consigo concordar com tudo com que voce falou.
voce esta afirmando que para ser feliz deve-se a uma certa ingenuidade sobre o mundo, é como afirmar que nao existe uma felicidade realmente verdadeira, que ele só pode existir se nao abrirmos nossos olhos. PoRRA, mas vivemos neste mundo e a questao de ser feliz ou nao, nao cabe a esta ingênuidade, mas assim saber separar as coisas ruins das boas.
tenho certeza que voce tem seus olhos abertos para a realidade assim como eu tambem tenho.

CONCORDO COM VOCE, na questao em que, quando se esta bebado, fechamos nossos olhos para muitas coisas, relativamente para coisas ruins quanto para as boas, uma certa fuga da realidade, mas, junto com esta fuga a sobriedade a acompanha, deixando apenas o individuo que acha que esta vivendo em Neverland ou no pais das Maravilhas.

Nao estou pedindo para ninguem parar de beber, ate por que as vezes eu tambem bebo, estou afirmando que se tentar encontrar a felicidade quando dopado é realmente bem quetionavel.

Gutor disse...

Não disse que NECESSARIAMENTE as pessoas têm que ser ignorantes para serem felizes, e sim, que as pessoas ignorantes atingem a felicidade mais facilmente. Nós, ditos "inteligentes", pensamos tantas coisas que acabam por atrapalhar o caminho até a felicidade, porém não quer dizer que não consigamos chegar lá...

Mas o nosso caminho é mais difícil...

Felipe Santos disse...

A questão é:

A realidade nos deixa bem triste.
Quando ficamos ébrios, ficamos bem mais "felizes" momentâneamente. Mas mesmo assim somos transportados para outro mundo. E isso por um instante ajuda!

Lily Quel disse...

Cara...a discussão tá efervecente aqui! A minha opinião é que vocês não vão chegar a lugar algum, pois a felicidade é um conceito pessoal, e independente de ignorância/ torpor ou "inteligência"/ consciência, depende do que cada um considera melhor pra si. Uns (como Felipe) se sentem felizes quando estão ébrios pois não ouvem os tormentos que a consciência faz quando estão sóbrios; outros (como Alleson),preferem a sobriedade para garantir que toda a felicidade seja vivida no plano real, ao invés de meras fantasias; e ainda existem outros tipos de pessoas (acho que vou encaixar Gutor nessa)que buscam a felicidade no plano real, e a encontra esporadicamente no plano da fantasia (ebriedade)...acertei minhas suposições?
Sim, Felipe, texto fodástico esse...doeu no meu peito quando li (tô muito gay ultimamente!!)

"Peace, love and empathy"

Gutor disse...

É Jacque, pra mim vc acertou em cheio em dizer que essa discussão não vai levar a nenhuma conclusão...

Mas é justamente pela felicidade ser um conceito pessoal; de a felicidade depender de como cada um vê a vida é que acho que os ignorantes/inocentes se portam melhor em relação a isso; eles são felizes dentro do mundo deles...

P.L.E

Alleson Sullivan disse...

Elementar meus caros amigos.

O torpor é uma emoção, diferente de felicidade que é um sentimento.

o ato de se sentir bem quando ebrio, nao esta ligado a nenhum ponto À FELICIDADE, mas sim À ALEGRIA que é uma estado momentâneo gerada por alguma excitação.

Lily Quel disse...

Cá está a resposta!
Concordo.